As alternativas para
salvar o rebanho são poucas, criadores arriscam transportar o animal para não
vê-lo morrer.
Criadores de gado estão levando os animais para outras regiões como
alternativa de salvar o rebanho. Na região de Picos-PI não há pastagem, e a
solução é tentar adaptá-los em outros estados.
Levar estes animais para outro estado é arriscado, diz o veterinário
Luis Carlos Santos “os animais tem que ser transportados com a supervisão de um
guia de transporte, determinado por lei, pois muitos são maltratados, passam
fome, sede, levam chuva e sol sem falar que ainda vem a questão da adaptação no
novo estado.
O veterinário acrescenta que muitas rações, usadas como alternativa para
alimentar o bovino, são misturadas com dejetos e restos de frango, restos de
peixes e são conhecidos como farinha de peixe e cama de frango,
respectivamente, há uma preocupação maior com a última, pois esta possui uma
proteína que pode causar doença da vaca louca.
O rebanho é levado para outros estados.
Há grandes preocupações não só dos produtores, mas também dos
consumidores que tem o bolso afetado, “Os produtos bovinos aumentaram, teve o
aumento na carne, no leite e seus derivados e também dos cereais, produtos
agrícolas como feijão, goma, farinha, e milho” diz o agricultor e consumidor
Pedro Manoel da silva.
O mercado de rações está mais aquecido. O comerciante Camilo Alves diz
que a procura por ração teve um aumento considerável de pelo menos 90%,
observando que a saca de resíduo era R$: 28,00 e hoje o valor é de R$: 56,00.
Ele conta que o preço já chegou à 60,00.
O criador de gado Francisco Pereira relata que transportou para a cidade
de Santa Cruz dos Milagres 129 cabeças de gado, destes, cinco já morreram na
fazenda do município. “Melhorou um pouco, mas estou preocupado, não sei o que
vai acontecer daqui pra frente, não tenho mais condições de comprar ração e as
chuvas estão caindo devagar, tenho medo do gado não resistir”, conta.
Metade dos criadores do povoado Angical dos Domingos transferiram seu rebanho
para outras regiões em que haja pasto abundante e água, para que desta forma o
rebanho não morra.
Rovilson Leal, que também possui rebanho bovino, comenta que optou por
levar parte dos animais para o município de Elesbão Veloso-PI, para que não
tivesse prejuízo com a morte deles. “Eles morreriam de fome se eu deixasse
aqui”, disse.
FONTE: http://www.riachaonet.com.br
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