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quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Operação policial é denunciada ao Ministério Público.


 Railton Almeida:
 Tenente coronel: Lisandro Honório:
Promotor: Edimar Piauílino:
Um jovem recorreu ao Ministério Público de Floriano PI nesta terça-feira (28), para fazer uma denúncia contra uma operação policial militar que aconteceu na última segunda-feira (27), próximo a ponte que liga os municípios de Floriano e Barão de Grajaú.
De acordo com Railton Almeida, por volta do meio-dia policiais militares teriam lhe abordado, dirigido xingamentos e lhe algemado sem motivos.
“Estava voltando do meu trabalho por volta das 12h00 e fui abordado por uma blitz, eles mandaram parar e parei a minha moto como procedimento, só que além deles mandarem parar eles apontaram armas para mim, fizeram diversos xingamentos, e depois de terem apreendido a moto eles ainda usaram abusos, falaram palavras de baixo calão, me agrediram, me algemaram sem ter nenhum motivo e me levaram para a delegacia como se eu fosse realmente um bandido, no qual não sou.
Eu acredito que se o intuito deles é proteger a população, eles estão fazendo errado porque eles estão de certa forma está aterrorizando a população, porque isso que aconteceu comigo eu acredito que ocorre com várias pessoas e nenhuma dessas pessoas tem a capacidade de denunciar este tipo de ocorrido. É uma situação constrangedora e de certa forma é muito ruim ser exposto ao ridículo como eu fui exposto, um trabalhador honesto que não tem nenhuma passagem ou vínculo com coisas erradas. Então é uma situação que eu quero justiça, e quero que se resolva da melhor forma possível”.
Com relação à afirmação feita pelo Cel. Lisandro de que Railton teria ameaçado os policiais, o mesmo negou.
“Eu não ameacei, até mesmo porque ele estava com a arma apontada para mim, e eu não teria como fazer nenhum tipo de ameaça a uma pessoa que está apontando uma arma de uma distância que ele estava. Ele falou realmente palavras de baixo escalão e sim eu falei pra ele, 'a única coisa que me faz respeitar o senhor nesse momento é a farda que o senhor está vestindo, mas se o senhor não estivesse com essa farda o senhor não seria homem para fazer o que está fazendo'”, falei essas palavras e eu acredito que tenha irritado ele, mas não faltei com o respeito de forma nenhuma”, disse o Railton Almeida.
Em entrevista a reportagem do Portal FlorianoNews, o Cel. Lisandro Honório, disse:
“O Sr. Railton Almeida desacatou o soldado Duarte (do Grupo Tático) em cima da ponte que vai para Barão de Grajaú e tento retornar, então quem fura a barreira policial é suspeito. Como ele tinha o porte avantajado dizendo que lutava várias artes marciais e ameaçou de quebrar meu soldado de pau, disse que ia quebrar ele de taca, ameaçou e desacatou, e ainda estava errado sem a habilitação.
Então, ele foi conduzido para a Central de Flagrantes e feito o TCO (Termo Circunstanciado de Ocorrência) pra sair bem caro pra ele. Quero dizer que a gente tá trabalhando no meio do sol quente, aí a pessoa vem, desacata, esculhamba meu policial e eu não admito isso não, de jeito nenhum. Ele pode procurar os direitos dele aonde ele tiver direito, mas a gente trabalhando, cumprindo nosso dever e vem à pessoa com deboche dizendo que o policial só é policial quando é fardado.
Nós somos policiais 24h por dia e não admito esse tipo de deboche com meu policial. Infelizmente, o Railton pra atrapalhar o nosso serviço que dentro da ordem estava tudo sem problema, não foi encontrado nada, nosso interesse era os veículos que estavam entrando no estado, não foi notificado moto ou carro de ninguém, nosso objetivo era apreender armas, drogas e pessoas procuradas pela justiça, e esse rapaz veio e cometeu essa alteração”, ressaltou o comandante do 3º BPM.
O representante do Ministério Público, o promotor Edimar Piauílino, disse que o fato chegou ao conhecimento MP, e afirmou que entrou em contato com o delegado e orientou que o mesmo tomasse as cautelas para ouvi-lo e também submeter aos exames de corpo de delito, inclusive fotografando os hematomas e escoriações eventuais que fossem constatadas no corpo da suposta vítima.
O promotor ainda disse que recebeu denúncias anônimas confirmando que um policial de forma exaltada dava dando socos na vítima. “Houve excesso, houve abuso de autoridade e nós vamos investigar essa situação e a Polícia Militar tem todo apoio do Ministério Público nas suas operações, mas desde que não haja abuso, truculência, não se exerce autoridade com autoritarismo e nem com a força física, se exerce autoridade com respeito, sobretudo ao cidadão. A Polícia tem um papel importantíssimo na manutenção da ordem, agora ela não pode exacerbar no exercício de suas atribuições”, disse o promotor.
FONTE: http://www.florianonews.com

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