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segunda-feira, 15 de julho de 2013

DOENÇA DO POMBO: Atenção todos os Florianenses, Leia com atenção essa Matéria.

 
Criptococose é um nome estranho, mas para adquirir a doença basta que o cidadão tenha convivência com pombos urbanos.
Os pombos são sempre olhados como aves bonitinhas, um pombo como símbolo da paz, dois pombos como símbolos do amor. Entretanto, podem se tornar um verdadeiro transtorno para a população quando em grande número. Essas aves podem causar danos à saúde e ao ambiente. Segundo o infectologista Marcelo Daher, existem três tipos de doenças transmitidas pelos pombos: infecções bacterianas ou por fungos, reações alérgicas e doença intersticial pulmonar, que pode cursar com fibrose pulmonar. “São transmitidas principalmente pelas fezes, porém, as partículas das penas também podem provocar doenças”, explica.
Os perigos das infecções bacterianas ou por fungos estão relacionados a um processo infeccioso agudo, subagudo ou crônico. Em alguns casos é necessário internamento na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) ou pode levar à morte. A pessoa contaminada pode sentir calafrios, ter febre e sudorese. Entre os sintomas pulmonares estão tosse, presença de escarro, falta de ar e dor torácica. “Esta doença pode também comprometer outros órgãos, como o sistema nervoso central, podendo provocar alteração do nível de consciência, crises convulsivas, sonolência até levar ao coma”, explica. De acordo com o pneumologista, o tratamento depende do causador da infecção e pode ser feito via oral ou endovenoso, com o uso de antibióticos para bacteriana e para infecção fúngica, os antifúngicos.
A falta de predadores naturais favorece a proliferação de pombos. De acordo com o médico infectologista Marcelo Daher esses pássaros transmitem uma doença que pode levar a morte.
A criptococose é transmitida por fungos (Cryptococcus Neoformans) encontrados nas fezes secas do animal. De acordo com o infectologista a doença não é comum, e o índice de mortalidade pode ser de 60% a 70% em pacientes com Aids ou outra doença imunodepressiva. “O aumento da população dessas aves nos centros urbanos favorece o aumento da incidência da enfermidade”, diz.
A situação é mais complicada nas praças, pois as pessoas ficam com pena e alimentam as aves. “Os pombos dormem e fazem ninhos nas casas próximas às praças, aumentando os riscos para quem mora nessas regiões”, observa o médico.
Ele lembra que as poeiras dos ninhos e das fezes podem causar doenças como: ornitose: infecção pulmonar, doença infecciosa aguda, cujo agente etiológico, Chlamydia psittasi, tem afinidade pelo sistema respiratório superior e inferior. Os sintomas são: febre, cefaleia, mialgia, calafrios, tosse. Doença do tipo oportunista, pode ou não se desenvolver, dependendo do estado de saúde da pessoa.
Histoplasmose: infecção pulmonar cujo agente etiológico, Histoplasma capsulatum, tem afinidade pelo sistema respiratório. Os sintomas que podem ocorrer variam desde uma infecção assintomática até febre, dor torácica, tosse, mal estar geral, debilidade, anemia, etc. Doenças oportunistas: o indivíduo pode ou não desenvolver a doença, dependendo de seu estado de saúde.
Criptococose: inflamação no cérebro – meningite aguda cujo agente etiológico, Criptococus neoformans, tem afinidade pelo sistema nervoso central. Os sintomas são: febre, tosse, dor torácica, podendo ocorrer também cefaléia, sonolência, rigidez da nuca, acuidade visual diminuída, agitação, confusão mental. São transmitidas através da inalação de poeira contendo fezes de pombos contaminadas pelos agentes etiológicos
Salmonelose: doença infecciosa aguda, cujo agente etiológico, Salmonela typhimurium, tem afinidade pelo sistema digestivo. Alguns dos sintomas são: febre, diarréia, vômitos, dor abdominal. É transmitida através da ingestão de alimentos contaminados com fezes de pombos contendo o agente etiológico.
Dermatites: são provocadas pela presença de ectoparasitas (ácaros) na pele, provenientes das aves ou de seus ninhos.
RATOS VOADORES:
O pombo doméstico, Columba livia, é uma ave originária da Europa. Na Inglaterra são chamados de “ratos voadores” pelo perigo que causam à saúde dos humanos. Os pombos soltos na natureza viviam antes nos campos, mantidos sob controle pelos seus predadores naturais, a coruja e o gavião, mas de uns tempos para cá eles preferiram viver nas cidades, encontrando sempre lugares para seus ninhos (em telhados de casas, de igrejas, de mercados, de quartéis, de prédios velhos, etc), para se reproduzirem e se alimentarem, lugares onde não encontram seus predadores naturais e assim, podem se proliferar à vontade, sem controle.
O pior é que muitas pessoas alimentam os pombos em seus quintais ou nas praças públicas, porque os acham bonitinhos e pensam que estão ajudando a cuidar do meio ambiente, sem saberem do risco enorme que correm, e aos seus filhos, ao lidarem com os pombos, suas penas com piolhos, carrapatos e percevejos e em especial, o risco de suas fezes, como nos dois casos citados. As fezes podem causar pneumonias fatais, renites crônicas e outros riscos graves afetando o cérebro, causando meningite aguda, e os pulmões.
O infectologista Marcelo Daher explica o que fazer para evitar as doenças causadas pelos pombos. “Primeiro, pare de alimentar os pombos, já, a partir de agora! Não deixe restos de comida no chão. Não deixe os pombos fazerem ninhos em seus telhados ou prédios. Ao varrer as fezes dos pombos de seus quintais, molhe antes as fezes e proteja o nariz e a boca com lenços ou panos úmidos e mantenha quaisquer alimentos em lugares fechados, longe de pombos. As aberturas em forros e sótãos devem ser vedadas com telas de arame ou alvenaria; nos beirais das janelas, em que as aves costumam pousar, deve-se colocar fios de náilon sustentados por pregos dez centímetros acima da superfície. Se os beirais forem largos, são necessários dois, três ou quatro fios; pendurar objetos brilhantes ou coloridos em pontos em que haja corredor de ar (os pombos os identificarão com algum predador e se afastarão). Outra coisa importante que você pode fazer é solicitar da Secretaria do Meio Ambiente da prefeitura onde você reside que faça alguma coisa, solicite ações do Conselho Municipal do Meio Ambiente, ações do Ministério Público (que tem dentre suas obrigações, atuar para proteção do meio ambiente), divulgue a idéia nos jornais de sua região, etc. O importante é você fazer alguma coisa, contribuindo para evitar que os pombos continuem a provocar danos à saúde das pessoas”.
Clique AQUI e vejam o que acontece com quem é contaminado pela doença do pombo.
FONTE: http://arquivo.dm.com.br

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