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sexta-feira, 19 de junho de 2015

“Mulher estuprada nunca mais será a mesma, tem que castrar os ESTUPRADORES”, afirma delegada Vilma.

Os casos de violência sexual vem se tornando um fato corriqueiro nas páginas policiais. Casos como de Valença em que uma mulhe de 57 anos foi estuprada e morreu dias depois estão sendo investigados. “Parece que ele praticava muitos delitos no Ceará, não resta mais dúvidas sobre a autoria e ele vai ser indiciado. Mais um caso de feminicídio no estado do Piauí, agora nós somos mortas pelo fato de sermos mulheres”, afirmou à delegada.
Já em Castelo, além do caso das quatro meninas violentadas, uma mulher foi esfaqueada e estuprada nesta quinta-feira (18/06). Entidades e movimentos sociais defendem uma punição mais severa.
Nos estúdios do programa Agora para falar sobre o caso estavam à delegada da mulher Vilma Alves e a vice-presidente da Ordem dos Advogados do Piauí, Eduarda Miranda.
“Se nós fizermos uma análise nos grandes fóruns criminais desse país não vamos encontrar nenhuma condenação, porque quando o homem matava e estuprava ele ia a júri, mas existia um conforto, ele dizia em voz alta que havia matado em honra da família. Certamente o juiz e o conselho aceitavam porque todos eram homens. Mas hoje tudo mudou a partir do dia 5 de outubro de 1980 diz na nossa carta que homens e mulheres são iguais, mudou a sociedade civil brasileira. A mulher hoje é cidadã, exige respeito, não podemos admitir que mulheres sejam estupradas. Hoje nós não vamos admitir, o código penal de 1940 diz que o estuprador vai para a cadeia mas tem o princípio de que ele pode retornar porque nunca matou”, declarou.
A vice-presidente da OAB, Eduarda Miranda, afirmou que os casos de estupro tem aumentado porque a princípio a mulher está denunciando mais. “A cultura machista ainda existe muito em nosso país, nós ainda não conseguimos sair do ranking mundial de 7º posição. Um país onde o carnaval, onde as pessoas classificam como uma sociedade pacífica na verdade nós somos um país bastante violento e contra a mulher, por isso que é necessário uma revisão de modo geral nas leis e nas penas como ocorreu com o feminicídio”, disse.
Ao ser indagada sobre a importância do feminicídio, Eduarda Miranda, disse. “O feminicídio foi criticado pelos constitucionalistas porque fere, segundo os defensores, o direito de igualdade. Mas na verdade, para nós mulheres entendemos que tudo que vem para favorecer a defesa da mulher é bem vindo, mas precisamos evoluir em outros aspectos”, afirmou.
Sobre a polêmica castração química, a delegada destacou. “A castração é feita nos Estados Unidos, no Brasil as penas são tão leves que nem parece penas, eu sempre critiquei porque convivo com a realidade do estupro, uma mulher que é estuprada ela nunca mais será a mesma, a dor é grande, ela se transforma. Temos que castrar, quimicamente tomar um remédio, ele não vai funcionar mais coisa nenhuma, então ele vai sentir na pele tudo que a vítima passou. Quando eu fiz a minha fala no Congresso eu semeie essa ideia, em todos os lugares que eu vou eu defendo essa tese. A mulher hoje está em todos os poderes, porque negar o direito da mulher da liberdade de ir e vir? É por isso que tem que ter uma nova lei com uma pena mais rígida”, falou.
PUBLICADA POR: AlonsoBisorão.

Um comentário:

  1. Estou com a delegada. Como é que uma mulher tem quer sofrer com um animal desse e eles por serem menores não terão punição à altura?

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